"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





segunda-feira, 16 de abril de 2018

Trifolium angustifolium L.


Nomes comuns:
Rabo-de-gato;
trevo-de-folhas-estreitas; 
trevo-massaroco

Embora à primeira vista não pareça, esta é mais um trevo, sendo uma espécie do género Trifolium, família Fabaceae também denominada Leguminosae.
Distingue-se de outras espécies do mesmo género pelas folhas e folíolos quase lineares e pelas inflorescências subcónicas ou cilíndricas.
É uma espécie anual com caules simples ou ramificados na base e que podem chegar aos 50 cm de altura. Na generalidade, as plantas exibem alguns caules eretos mais altos que os outros que parecem mais curtos por serem ascendentes, ou seja,  desenvolvem-se  primeiro de forma horizontal ou quase, encurvando-se depois até assumirem uma postura aproximadamente vertical.
Os caules geralmente, apresentam-se cobertos de pelos, embora se possam tornar gradualmente glabros com a maturação.
As folhas dispõem-se nos caules de forma alternada e têm pecíolos longos e estipulas lineares inteiras e glabras. As folhas são compostas, com folíolos linear-lanceolados e com ápice agudo.

Nota:
O termo botânico que define a espécie (angustifolium) tem a ver com a morfologia das folhas:
Do latim, palavra composta angustifolius, -a, -um = de folhas estreitas (angustus, -a, -um = estreito + folium, -ii = folha).


As flores agrupam-se em inflorescências em forma de espiga, subcónicas ou cilíndricas e  terminais as quais são solitárias e se formam no topo de pedúnculos compridos. 

Cada uma das pequenas flores que constituem a inflorescência apresenta um cálice com 5 sépalas longas, estreitas e de tamanho desigual, cobertas de pelos compridos que alternam com outros mais curtos, rígidos mas flexíveis.
As 5 pétalas que formam a corola são rosadas ou de cor purpura, glabras e unidas pela base formando um tubo que envolve o androceu e são caducas na frutificação. A corola é do tipo papilionáceo e consta de um estandarte, duas alas e uma quilha formada pela união das duas pétalas inferiores. Os estames são 10, sendo que nove estao unidos formando um tubo e o restante está livre (androceu diadelfo).
Do gineceu consta um ovário com um estilete que passa pelo tubo formado pelos estames.

O fruto é uma vagem indeiscente com várias sementes no seu interior. Esta vagem forma-se entre as sépalas do cálice que entretanto endurecem e se tornam cerdosas.
Esta espécie é nativa do centro e sul da Europa, sudoeste asiático e norte de África. Foi introduzida noutras regiões do globo e valorizada como recurso genético para leguminosas forrageiras.
No que diz respeito ao território português esta espécie é autóctone em Portugal continental e arquipélago da Madeira, tendo sido introduzida no arquipélago dos Açores.

É uma erva ruderal não invasora que se cresce preferencialmente em solos secos e algo ácidos, na beira dos caminhos, terrenos incultos e pastagens.

Tal como as outras espécies da mesma família Trifolium angustifolium tem a capacidade de fixar o azoto/nitrogénio atmosférico no solo tornando-o mais fértil. É a associação simbiótica que mantém com as bactérias fixadoras do azoto/nitrogénio que lhe permite colonizar áreas de solos pobres em nutrientes.

Esta espécie floresce na primavera e inicio do verão.

Fotos:Serra do Calvo/Lourinhã



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